Luiz Otávio Guimaraes

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    Luiz Otávio Guimaraes
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    Comentário · há 12 anos
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    Comentário · há 12 anos
    Desculpem minha ignorância, mas sinceramente, não sei qual o propósito do texto acima. Se trata de um resumo biográfico de alguém que saiu do mundo do crime e hoje tenta recuperar menores infratores, ou uma mensagem de cunho sentimental que tenta fomentar a compaixão pelo pequenos delinquentes com apelos emocionais? Apesar do cunho emotivo, entendo que abordagens sobre tal assunto devam ser norteadas pela racionalidade e respaldadas pelo estudo psicológico de cada infrator. Pode ser utópico, mas deveria ser assim. Infelizmente nós tendemos fundamentar nossas opiniões nas experiências pessoais, geralmente ignorando toda diversidade ou a adversidade de cenários que a vida brinda a cada um. No meu humilde entender, o autor se equivoca ao querer comparar sua marginalidade com a de outros menores. Cada caso é um caso. Nossa existência é absolutamente individual. Não quero afirmar que o autor não tenha seus méritos por conseguir se livrar da criminalidade, mas estabelecer paralelos dessa natureza é algo tão incoerente, quanto ilusório. Ora, muitas vezes, dentro de uma mesma família, digamos remediada, e partindo do pressuposto que todos tiveram acesso a mesma educação, não é raro ver algum filho descambar para a bandidagem, trazendo dor e sofrimento aos parentes; imagine então num universo de famílias desamparadas, oprimidas pela fome e pela miséria, numa situação de risco social onde os pequenos tem poucas perspectivas de melhorias na vida. Se considerarmos ainda que autor voltou a "Fundação Casa", "depois de 45 anos", é natural que ele tenha pelo ao menos 50 anos de vida, nessa época o mundo era digamos mais "romântico", o tráfico não campeava pelas favelas como hoje e sequer existia a maldição do "crack". Televisão era luxo e a publicidade era mais tacanha, não incitava o consumismo, a ostentação e a ambição desenfreada pelos produtos da moda, como ocorre agora. Épocas diferentes, vivências diferentes. Perdido em meu lirismo, espero que autor continue empenhado em sua missão, e que nossos governos cumpram sua responsabilidade social com os mais necessitados, mas lamentavelmente ainda não consegui esquecer o fato de ter um perdido um primo; foi assassinado por um desses "frágeis" menores.
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    Luiz Otávio Guimaraes
    Luiz Otávio Guimaraes
    Comentário · há 12 anos
    Desculpem minha ignorância, mas sinceramente, não sei qual o propósito do texto acima. Se trata de um resumo biográfico de alguém que saiu do mundo do crime e hoje tenta recuperar menores infratores, ou uma mensagem de cunho sentimental que tenta fomentar a compaixão pelos "pequenos" delinquentes com apelos emocionais? Apesar do cunho emotivo, entendo que abordagens sobre tal assunto devam ser norteadas pela racionalidade e respaldadas pelo estudo psicológico de cada infrator. Pode ser utópico, mas deveria ser assim. Infelizmente nós tendemos fundamentar nossas opiniões nas experiências pessoais, geralmente ignorando toda diversidade ou a adversidade de cenários que a vida brinda a cada um. No meu humilde entender, o autor se equivoca ao querer comparar sua marginalidade com a de outros menores. Cada caso é um caso. Nossa existência é absolutamente individual. Não quero afirmar que o autor não tenha seus méritos por conseguir se livrar da criminalidade, mas estabelecer paralelos dessa natureza é algo tão incoerente, quanto ilusório. Ora, muitas vezes, dentro de uma mesma família, digamos remediada, e partindo do pressuposto que todos tiveram acesso a mesma educação, não é raro ver algum filho descambar para a bandidagem, trazendo dor e sofrimento aos parentes; imagine então num universo de famílias desamparadas, oprimidas pela fome e pela miséria, numa situação de risco social onde os pequenos tem poucas perspectivas de melhorias na vida. Se considerarmos ainda que autor voltou a "Fundação Casa", "depois de 45 anos", é natural que ele tenha pelo ao menos 50 anos de vida, nessa época o mundo era digamos mais "romântico", o tráfico não campeava pelas favelas como hoje e sequer existia a maldição do "crack". Televisão era luxo e a publicidade era mais tacanha, não incitava o consumismo, a ostentação e a ambição desenfreada pelos produtos da moda, como ocorre agora. Épocas diferentes, vivências diferentes. Perdido em meu lirismo, espero que autor continue empenhado em sua missão, e que nossos governos cumpram sua responsabilidade social com os mais necessitados, mas lamentavelmente ainda não consegui esquecer o fato de ter um perdido um primo; foi assassinado por um desses "frágeis" menores.
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